O Ponto de Memória e Ponto de Cultura Viva Museu de Bom Jardim, com incentivo cultural da FUNDARPE, da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), do Governo de Pernambuco e dos grupos culturais de Bom Jardim e região, realizam a terceira edição do Encontro de Grupos Protagonistas da Cultura Popular. O evento acontecerá na cidade de Bom Jardim, no próximo domingo, dia 21 de junho de 2026, com programação iniciando às 15h, na Rua Manoel Augusto, no Centro.
Criado pelo Museu de Bom Jardim, com apoio do Boi Dourado de Limoeiro, o evento tem como objetivo fortalecer a cultura popular pernambucana e celebrar o Ciclo Junino, reunindo manifestações de diversos campos culturais e linguagens artísticas que remetem à história e à ancestralidade que caracterizam o povo nordestino.
A programação inclui Feira Cultural Criativa e Solidária, com exposição e comercialização de produtos artesanais, além de apresentações de quadrilhas juninas, grupos de bois, burrinhas, ciranda e forró pé de serra. A festa é pública, gratuita e inclusiva. O público poderá participar das atividades, dançar muito forró, admirar a diversidade da cultura nordestina, apreciar a riqueza das manifestações populares e saborear produtos da culinária regional.
Para o autor do projeto, Edgar Santos, a celebração possui um significado especial para o Museu de Bom Jardim, o Coletivo do Artesanato, músicos, dançarinos e demais participantes envolvidos na iniciativa.
“Nós estamos garantindo a continuidade da nossa história, afirmando nossas raízes culturais e identitárias. Não é apenas uma festa, mas um ato de resistência e resiliência diante do apagamento promovido por aqueles que não compreendem a importância de preservar as tradições das manifestações populares.
Este encontro é essencial para criar conexões entre artistas, grupos culturais e demais agentes da cultura popular, fortalecendo nossas expressões culturais. Precisamos reagir ao apagamento cultural promovido pela grande mídia e enfrentar desafios como o descaso de autoridades, a insuficiência de políticas públicas e leis de incentivo em muitos municípios e estados, a falta de conhecimento e reconhecimento do valor dos artistas populares por parte da população, além do preconceito e da discriminação contra a cultura popular.
Também observamos a substituição gradual de manifestações tradicionais, como o forró, por estilos musicais não regionais que ocupam espaços historicamente ligados à cultura nordestina, impulsionados pela influência midiática e por interesses mercadológicos. Por isso, momentos como este são fundamentais para preservar, valorizar e fortalecer nossa identidade cultural”, afirmou Edgar Santos.
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